- Eu odeio amar a Eva!
- O que foi? – questionou Sinval.
- Você pensa que não sei? Pensa que não sei que é caidinho por ela?
- Mas Eva, ela é sua irmã!!!
- Mas e daí, nunca leu Nelson Rodrigues? Essas coisas acontecem e sempre acabam em tragédia…vou matar você e aquela vagabunda da minha irmã!
Para dissolver a tensão da namorada, Sinval levou Ana e Eva, as irmãs, para Paraty, pois as duas gostavam de mergulhar.
Queria provar para sua namorada que estava errada.
O fim de semana foi difícil…a cada palavra que Sinval trocava com Eva, Ana olhava torto.
A cada birncadeira, uma palavra atravessada.
A cada sorriso entre eles, uma desconfiança doentia.
Até que as duas foram mergulhar e Sinval ficou sozinho tomando cerveja na praia…muito irritado com tudo aquilo, queria um fim de semana perfeito naquela linda e colonial cidade, com ruas de pedras e praias maravilhosas que a cercam.
Ana voltou.
Eva também.
Eva confessara que estava apaixonada pelo namorado da irmã e que lutava contra isso.
Ana ficou comovida com a história da irmã, a amava muito também, porém, amava muito Sinval.
- Sinval, você deseja Eva como ela te deseja???
Ele olhou para os lados, abaixou a cabeça, deu mais um gole de cerveja no copo e respondeu:
- Não, só queria transar com ela.
- É sério? – se assegurou Ana.
- Sim!
- Então é hoje que a gente acaba com isso! – asseverou a namorada.
E Sinval passou um fim de semana espetacular no fim das contas, amando-as juntas por várias e longas horas, deliciando com a realização de seu sonho!
E nunca mais Ana teve ciúmes de Eva…e Eva nunca mais ficou sozinha…e nunca mais Ana e Sinval foram somente um casal!