Marcaram de se encontrar no metrô Tatuapé.
Ele morava no próprio Tatuapé e não entendia essa mania das pessoas de marcarem de se encontrar no metrô.
Ficou esperando o horário no shopping ao lado do metrô, bebendo na praça de alimentação.
Mudara há pouco para São Paulo e não se acostumara com o jeito paulistano, muito menos as mulheres.
Encontrou-a na catraca e ela disse:
- Vem, vamos para outro lugar…
Ele não compreendia então porque não marcara neste outro lugar, mania de paulistano.
Tomaram um café na Livraria Cultura da Paulista, folhearam uns livros e não compraram nenhum.
- E aí, vamos? – ele perguntou.
- Ah, queria tomar uma cerveja antes – ela respondeu.
Tomaram várias num dos sujos bares da Augusta e foram embora.
Despediram-se na catraca do metrô e nunca mais se viram.
“Paulistana não sabe se relacionar!” – pensou ele.
“Mano frouxo!” – pensou ela.