É PRECISO CORAGEM PRA DIZER “EU TE AMO”!


Certas vezes me pego refletindo e acredito que vivemos num mundo incoerente, esclareço:

O que mais se vê nas redes sociais, nas palestras motivacionais e na boca das pessoas durante os papos de bar é que o importante na vida é amar, porém, não vejo muita gente disposta a fazer algo por isso.

Parece que quando se fala em se relacionar com alguém se esbarra em alguns clichês que ficam até chatos e que viram argumentos indestrutíveis, indefectíveis, como: “não preciso de ninguém pra ser feliz”; “sem filhos posso fazer o que quiser da vida”; “o casamento vai acabar com minha liberdade” ou “antes de ter alguém quero crescer na minha carreira”.

Mas, sério, não vejo essas pessoas mais bem resolvidas que as demais por não possuírem alguém para se amarrar, pelo contrário, muitas vezes são chatas pra caraleo, quando não têm um quê de amarguradas.

Admito, não é fácil “fracassar”, ainda mais quando falamos em amor, afinal, no fundo, todos queremos amar e sermos amados, e reconheço que é uma chatice ficar explicando para cada tio, amigo ou novo(a) pretendente que já levou vários tocos da vida e por isso anda meio reservado(a), então, por vezes é melhor dizer: “sou mais feliz assim, sem ninguém pra amar!”

E apesar de conhecer pessoas que ficam confortáveis quando estão solteiras, desconfio que prefeririam estar com alguém que amassem, apesar de concordar que é preferível ficar sozinho do que manter uma relação por carência afetiva.

Pra ficar com um mala do lado é melhor comprar um pug, pois relacionamento se faz com amor e é mais fácil amar um pug do que gente chata!

Me parece que estamos com medo de nos jogarmos, de nos doarmos, de nos entregarmos mesmo quando aparece um alguém apaixonado pela gente!

Antigamente, as mulheres gostavam de ouvir que seu parceiro que as amava, hoje se o cara insinua que está gostando, a mulherada já repele: “vai grudar demais”.

Se é a mulher que demonstra então, o homem já se sente ameaçado: “vou ter que dar um jeito de sumir da vida dessa daí”.

Parece que têm medo do sentimento e acabam tomando uma postura defensiva, confundem relações leves com relações rasas.

Você pode ser amado e ter liberdade, você pode ser amado e não precisar ficar grudado na pessoa, não precisa conhecer família ou fazer planos, afinal, AMOR é sentimento e não status de relacionamento de facebook!

Então, pare de repelir qualquer demonstração mais intensa de afeto pois estão tornando as relações cada vez mais frágeis e sem profundidade porque ninguém vai se aventurar a gostar de alguém que não quer ser amado.

É óbvio que quem está curtindo ficar com uma pessoa e pretende levar mais adiante, se torna mais retraído ao escutar: “eu não quero me relacionar com ninguém!” – isso muita vezes desmotiva.

Atualmente é necessário muito culhão pra admitir pra seu/sua parceiro(a) que está se apaixonando porque corre o risco de tomar o cartão vermelho só porque disse – “gosto muito da sua companhia” ou se pergunta numa quarta-feira – “o que vamos fazer no sábado?”.

Pois é, em tempos em que as pessoas têm medo de amar, é preciso coragem para se dizer “Eu te amo” e ainda mais coragem pra seguir adiante quando se ouve o mesmo de alguém, pois o mundo é daqueles que têm o coração valente e, acredito, eles são mais felizes!

CUIDADO, ELA É DE VIRGEM!

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Imagem: cabana-on.com

Se você nunca se relacionou com alguém de Virgem, eu já adianto, cuidado, melhor pensar duas vezes porque pode acabar se apaixonando loucamente e depois não saberá mais como viver sem a pessoa!

No meu caso, já deixei rolar, já admiti que perdi o controle da situação e que ela já me conquistou, portanto, se não pretende ser dominado por um amor assim, cuidado ao conhecer uma virginiana!

Sorrateiramente ela foi se apropriando de mim, timidamente, sem maiores solavancos ou demonstrações latentes de afeto, foi naquele ritmo dela, precavido, desconfiado, mas intenso.

Parecia que eu precisava provar que era merecedor de seu carinho, de sua confiança: a cada frase proferida, uma análise; a cada gesto, uma reflexão; a cada descontentamento, uma crítica; não faz por mal, faz porque quer ter convicção de que pode se entregar.

Detalhista, procurou entender cada passo que dei na minha vida até encontrá-la, parecia montar um quebra-cabeças mental para ver se encaixavam minhas atitudes com o caráter que faz jus. Com uma pergunta descobre todo meu universo apenas com sua capacidade de vislumbrar os detalhes e intuir as pessoas.

Organizada, é ela quem decide tudo em nossas viagens, melhor destino, lugar pra ficar, custo dos passeios e logística das agendas.

Ávida, parece que ela vive buscando obstáculos na vida para vencê-los, obstinada e disciplina, nada pode detê-la, na verdade, desafios são impulsos para suas vitórias, e ela sabe e gosta disso!

Apesar de super descolada, é também criteriosa, pra lhe tirar do eixo tem que ser tão sensacional quanto ela, e, admito, não é fácil encontrar algo que se aproxime dela.

Talvez o que tenha me chamado a atenção no começo foi sua humildade, sempre querendo melhorar, se aperfeiçoar; tanto é que não sei se é perfeccionista porque é humilde ou se é humilde porque é perfeccionista, aliás, meu conselho para ela, é difícil buscar mais perfeição em quem já é perfeita, então, deveria aliviar a carga a si mesma!

Discreta e tímida, não gosta de chamar a atenção, a não ser que seja por sua beleza, o que lhe dá um jeito ainda mais doce e meigo e a torna irresistível.

Mas o que me encantou foi seu jeito de cuidar e se preocupar com meu bem estar, é incrível como abre mão de seu conforto ou vontade para tentar me agradar, inesperadamente ela aparece com todas suas vontades realizadas e um lindo sorriso de satisfação como se estivesse fazendo algo para si mesma, e estava…estava me mostrando o quanto sabe fazer alguém feliz!

Ela sequer precisaria ser tão perfeita, não necessitava ser tão cuidadosa, muito menos cativante, mas talvez aquele jeitão analítico dela tenha percebido que essas coisas que ela faz me desmontam e fazem com que eu abra a já baixa guarda canceriana.

Não há como lutar, nem vontade eu tenho, pelo contrário, pessoas assim fazem você se entregar muito mais rápido do que imaginaria, é, foi o caso.

Talvez se alguém tivesse me dito “cuidado, ela é de virgem”, eu ignoraria o conselho e me jogaria de qualquer jeito, porque muitas vezes não tem escapatória, não há como resistir, porque não é você que escolhe a virginiana, é a virginiana que escolhe você!

 

ESTÓRIAS DE AMOR – PARTE 2

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Imagem: wiki danças

Muitas vezes Deus só dá uma chance pra você na vida, quando a perde, bye-bye.

Mas quando é um afortunado, pode receber uma segunda chance:

– Não acredito! É muita coincidência! – Dessa vez ela vestia um vestidinho florido, abaixo do joelho, cabelos presos e uma sapatilha marrom com detalhes coloridos em vermelho, amarelo e verde.
– Oi?
– Não lembra de mim?
– Não, não lembro mesmo.
– Elizabeth, não é?
– Isso, como sabe meu nome?
– Do ponto de ônibus da semana passada, não se recorda?
– Ah! Sim, sim. Verdade.
Uma voz em alto tom:
– Gente, vamos começar a aula. Cada um com uma dama.
Inesperadamente eu a encontrei numa aula experimental de forró!
– Tá vendo? É o destino nos encontrarmos.
– Bom, para uns pode ser destino, para outros pode ser azar.
– Você é brava, hein?
Começaram os passos.
– Podemos nos concentrar nos passos? – ela falou com veemência.
Calei-me.
– Trocou – a voz falou para que os pares trocassem.
Dançamos com outros e ela voltou para meus braços. Aproveitei que ela estava com uma baby look de Bonito, perguntei:
– E então, gosta de viajar?
– Não adianta que não vou te levar numa viagem, já tenho malas demais na minha vida.
– Você gosta de sarcasmo, né?
– Não, não gosto de chato mesmo. Presta atenção nos passos.
– Trocou!
Mais uns minutos longe. E então:
– Você é daquelas que gosta de ser ignorada é? Daí se apaixona…
– Não, eu gosto de cara que me respeite.
Só tomando paulada, tá foda.
– Só te peço pra não confundir o forró com o muay thai, pelo menos enquanto estiver comigo.
Ela riu.
– Você é tão babaca que às vezes é engraçado.
– Ah que bom então, a gente podia…
– Mas não tô te dando mole, fica na sua e acerta esse passo.
– Trocou, gente!
Após mais umas danças com pessoas que eu nem reparava no rosto ela voltou.
– Sem mais graças, ok?
– Ah, tudo bem. É que você é irresistível!
– Hei!
– Beleza!
Dançamos a última do dia. Quando a acabou ela disse:
– Viu, em silêncio você é mais simpático!
Ri. Estendi a mão e me apresentei:
– André.
Ela deu a mão, balançou e sem beijo no rosto disse:
– Prazer, André. Vou nessa.
E foi embora.

ESTÓRIAS DE AMOR – PARTE 1

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Imagem: fotosearch.com

Ela estava lá, parada no ponto de ônibus, uma mochila azul, vestia aquelas calças larguinhas, soltas, blusinha preta de alça.

Um delicado rosto, com olhos mesclados entre o verde e castanho insinuavam uma menina de pura meiguice, só contrastada pelo proeminente nariz que lhe dava um ar sensual.

Numa das mãos o celular com os fones ligadas ao ouvido, na outra uma suculenta e gorda coxinha, dessas de padaria.

Seus bens desenhados lábios abocanhavam o quitute, mas eu só pensava em morder aquela boca.

Aproximei-me, ela olhava o celular. Perguntei:

– Quem é?
– Bob e Marley – ela respondeu.
– Ah, também gosto de reggae.
– Ah, você está falando de quem estou ouvindo? É Turma do Pagode. Pensei que estava falando dos cães do meu celular.
– E se chamam Bob e Marley?
– Isso.
Ri.
– Adorei. Então gosta de reggae também.
– Sim, sim. Muito. Meu som preferido.
– Ah, o meu também.
– Se bem que eu gosto de tudo. Sertanejo, pagode, reggae, romântica, até funk eu gosto.
– Mas você é música?
– Não, não, eu até canto num coral, mas por hobbie.
– Ah, que legal, adoraria vê-la cantar.
Ela sorriu, mas não deu mole.
– Está indo pra onde?
– Eu? Ah, para o muay thai! Minha moto está arrumando, vou ter que ir de ônibus mesmo.
– Nossa! Muay thai! Parece toda frágil!
Ela olhou em minha direção, depois levou os olhos pra direita como se não quisesse falar umas verdades diretamente para não ser muito doloroso pra mim e falou:
– Entrei pra aprender a me defender, mulher precisa saber.
– Verdade – falei meio sem graça pois não sabia se aquilo era para mim.
Ela terminou a coxinha, olhou em direção ao ônibus que vinha e disse:
– É o meu bus. Vou nessa.
– Hey, nem sei seu nome.
– Elizabeth.
– Me passa seu whats!
– Pra quê?
– Pra te fazer feliz!
Ela olhou assustada, depois fechou a cara, virou para o ônibus, fez sinal, subiu e foi embora.
Ele percebera, ela não é pra qualquer um, talvez nem pra ele.
E esperou sua condução cabisbaixo.

TUDO ACONTECE EM ELIZABETHTOWN

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Imagem: ilustração do filme “Tudo acontece em Elizabethtown”

O título é o nome de um filme de Orlando Bloom que, após um fracasso profissional, retorna para sua cidade natal, Elizabethtown, para acompanhar o velório do pai.

Tal qual o personagem do filme, eu tenho vivido em Elizabethtown, mas uma outra bem diferente da dele.

Desde que a conheci me encantei com sua dedicação, fosse pelos interesses pessoais, fosse profissionais e até para ajudar seus amigos. É raro hoje em dia ver alguém tão disposto a ajudar e estar presente.

Com o tempo passei a conviver mais, me aproximar mais, e consequentemente a admirar mais. Foi fácil me apaixonar perdidamente por tudo que ela representa.

Hoje me sinto vivendo para vê-la feliz, como se eu morasse numa pequena cidade em homenagem a ela e tudo fosse voltado para fazê-la sorrir, ela é minha Elizabethtown!

Acordo e já penso: “será que ela dormiu bem?”; vou para academia querendo ficar bonito pra ela; tomo minhas decisões do dia-a-dia sempre imaginando se vou agradá-la: “será que ela vai gostar?”; planejo viagens, futuro, filhos; ouço seus conselhos, corrijo meus erros e relato meus segredos para que ela saiba tudo de mim.

Na minha Elizabethtown, o Sol é mais brilhante, a Lua é sempre cheia, a chuva só aparece para compor a cena um beijo romântico e não há tempestades, nem climáticas, nem emocionais, só clima e vibração incríveis!

Elizabethtown é florida, cheia de vida, cheia de sorrisos, lá as crianças não choram de tristeza e muito menos os animais são maltratados.

É fácil caminhar pelas suas ruas bem sinalizadas, e é uma delícia dirigir por suas estradas sinuosas, cheias de curvas, como se estivesse guiando as mãos em seu corpo.

Mas não é fácil convencer Elizabethtown de que seus moradores estão satisfeitos com a cidade, ela sempre quer melhorar mais e mais, porque é perfeccionista, mas não sabe que já é mais que perfeita em tudo que faz.

Lá a gente aprende desde pequeno o que é respeito com o próximo, porque ela te respeita muito. Aliás, ela cobra não só respeito, mas também sinceridade, pois escancara tanto a administração da sua vida que se pode acreditar de olhos vendados em suas palavras.

Em Elizabethtown eu aprendi o que é compromisso, o que é parceria, e descobri que assim fica muito mais fácil se lançar para pessoa porque você tem certeza que a fará o mesmo por você.

Na cidade, sempre tem apresentação de trapezistas, desses de circo, para compreendermos que se você quer que o outro se jogue, você tem que estar lá, se dispondo a segurá-lo em seus braços, e ele tem que confiar que você estará lá para agarrá-lo,  sem titubear, sem hesitação,  sem nenhuma dúvida.

Todos os dias parece que é um exercício de sedução, pois te cativa, te alimenta de paixão, como se quisesse te conquistar eternamente para que soubesse que em Elizabethtown as relações são para sempre.

Foi em Elizabethtown que aprendi o que é o amor porque é impossível não amá-la, não se pode resistir a seu indefectível jeito de amar e você sequer resistir, quer se embrenhar em seus sentimentos e se envolver num relacionamento indelével, perene!

Assim é a vida em Elizabethtown, e espero viver por anos lá, pois com toda certeza sou seu morador mais feliz e farei de tudo para dar a mesma felicidade a ela.

 

 

ALGUÉM PRA SONHAR

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Poderia ter comprado um dicionário, poderia ter buscado no Google, até mesmo um livro de poemas daqueles escritores bem antigos, sei lá, mas não adiantaria.

A infinitude de adjetivos já conhecidos não bastariam para descrever suas qualidades.

Ela é monumental, desde sua beleza até seu caráter, passando por seu bom humor e sua inteligência.

Seu sorriso é indefectível, derruba o mais insólito conquistador, que se aposentaria da arte de seduzir e se deixaria levar.

É tão especial que sequer imaginava sonhar com uma pessoa assim, quanto mais conhecê-la.

Pessoas assim não se conquistam, elas conquistam você e se permitem compartilhar momentos incríveis contigo, pois sim, ela é incrível!

Todo mundo já conheceu alguém assim, que faz você peneirar todos seus sentimentos para encontrar os melhores, separar suas qualidades para não fazer feio e localizar o amor reservado para aquela pessoa, do qual até então desconhecia.

Não é um caso, é acaso, algo inesperado é mesmo assim, parece ter sido escrito há milhares de anos como se fosse seu destino encontrá-la.

Agora fico eu aqui, em meio a uma pilha de emoções, procurando palavras para dizer o quanto ela é perfeita, mesmo sabendo que perfeição é pouco para adjetivar.

Quem a conhece superficialmente já se encanta, mas aviso, na intimidade é ainda mais foda, pois são os detalhes que a fazem tão deslumbratnte.

E se um dia ela for embora inesperadamente, como inesperadamente apareceu, tudo bem, vou entender, afinal, até dos mais saborosos sonhos despertamos.

DOIS MESES

Foi um começo despretensioso, admito.
Um sorriso, um carinho, um beijo,
Um enlace de cinturas e desejo,
mas nada muito mais que isso.

Deixou-me claro: “é só diversão”
E eu me deixei levar pelo ensejo
De me inebriar com seus gracejos
E me perdi na minha razão

O beijo então virou um vício
Uma questão de idolatria
Quando mais me dava, mais queria
E não lhe ter era desperdício

Lembro que não somos siameses
Mas bem que parecia
Pois tantas coisas juntos fizemos e eu diria
“Nem parece que são só dois meses”

Mas agora eu me questiono,
Seria apenas uma paixão voraz
Ou um desejo que não se satisfaz?
Realmente não sei o que somos.

Só sei que dois meses é pouco para tanto sentimento
Agora quero muito mais,
Pois o que sinto não é fugaz
Com o que é efêmero, não me contento.

Não se preocupe que sei o meu lugar
Mas não desistirei de você
Enquanto me quiser e eu lhe querer
Seus olhos eu chamarei de lar

Porque se é pretensão eu lhe amar
Pois que seja, não vou esconder,
Pois algo tão forte que não pára de crescer
Não se pode cercear.