Casal fujão

Casal fujão

Romeu e Julieta...fugir sempre é romântico!

Romeu e Julieta...fugir sempre é romântico!

A história do casal que fugiu da casa dos pais e foi ao Litoral Norte de São Paulo ganhou notoriedade nos jornais, TV e internet (http://migre.me/9uS7).

A menina disse que ia ao cinema com o namorado e não voltou… – “acho que nossa filha deve ter desaparecido

já faz 10 horas que começou o filme e ela não voltou…a menos que estejam vendo E O VENTO LEVOU,” – devem ter pensado os pais dela.

Sei que minha opinião deve ser dissonante da maioria dos que lêem meu blog (das três pessoas, né, mãe???), porém, não concordo que sair, fugir de casa seja um ato de covardia.

Pelo contrário.

Tem que ser ou muito tonto ou muito corajoso para fugir de casa, ainda mais nas circunstâncias deles que não tinham efetivamente problemas em casa e nada os impelia a uma nova vida.

Talvez realmente quisessem apenas uma aventura, talvez quisessem provar algo a eles mesmo, talvez quisessem provar a todos o amor recíproco.

Não sei.

Só sei que ter que encarar a volta pra casa, as pessoas em sua volta condenando sua ação, os pais sempre questionando os porquês, umas sessões de análise e ainda a fama efêmera onde muita gente ficará sabendo da história, tem realmente que ser muito burro ou valente.

Creio que segunda hipótese. Ambos não me parecem burros.

Aliás, burro sou eu que fico atrelado aos luxos e confortos da nossa sociedade e não consigo me desapegar de coisas materiais para realizar meus sonhos…

É, quem sabe um dia eu tenha a coragem dos jovens e saia vagando pelo mundo…mas claro, vou avisar minha mãe…(não se preocupe mãe!).

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Uma resposta em “Casal fujão

  1. A saída de casa deveria, em teoria, ser algo menos heróico e paradigmático.

    Esse tipo de fuga geralmente acontece quando a família sufoca a individualidade da pessoa. Quando o jovem, desde pequeno, aprende que a saída de casa será algo que se dará naturalmente e sem traumas.

    Porém, se a família sufoca de alguma forma a individualidade do jovem, esse encontrará na fuga uma espécie de ato heróico prá com ele mesmo, o que depois ele vai descobrir que é bastante ilusório, ilusão essa que dura mais tempo quando é alimentada pelo romantismo de uma idéia tocada por um casal em comum acordo.

    Enfim, não serão os últimos a fazê-lo, e o exemplo de Romeu e Julieta é excelente!

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