Depois do prazer

Depois do prazer

cada coisa que o Everaldo faz para fugir da mulher após a relação...

O amor só se mede depois do prazer!”

A frase é do cantor de pagode Alexandre Pires, mas soa tão verdadeira e poética como se fosse de Drumond, Vinícius ou quaisquer outros poetas brasileiros.

Você, mulher, já teve uma transa com um cara qualquer, que não estava apaixonada, e foi tão desastrosa que não curtiu nada? Nessas horas, depois que estão deitados lado-a-lado na cama, não tem vontade de sair correndo do quarto e nunca mais olhar na cara do cidadão?

Então, nós também somos assim com mulheres que não amamos.

O problema é que como nós homens somos mais imperfeitos que vocês, somos indecisos e inseguros, por isso acabamos nos relacionando com mais freqüência com diversas mulheres, mas só o fazemos porque estamos à procura de você, mulher perfeita!

Essa nossa imperfeição faz com que erremos várias vezes em nossas escolhas e acabamos, por causa disso, nos relacionando mais e mais com outras mulheres nesta nossa busca incessante por você, que está lendo este texto e é a mulher de nossos sonhos!

É verdade, muitas vezes, tão logo expelimos a exteriorização da êxtase sexual, também cinetificamente conhecida como a “porra”, temos vontade de chutar a garota para quilômetros, de preferência para o inferno, mas o problema é que o Capeta já avisou que de mulher feia já ´tá cheio…

Essa história aconteceu verdadeiramente, não é brincadeira, é triste, mas não é real.

Everaldo era daqueles que procurava alguém para amar, estava disposto a encontrar a pessoa certa.

Os amigos lhe apresentavam algumas mulheres e logo ele se apegava, sempre se dizia apaixonado pelo mulher, até a primeira noite entre eles…

No dia seguinte, logo pela manhã, Everaldo aparecia na portaria se despedindo da garota e depois se desculpava para com os amigos dizendo que a menina tinha algum defeitinho que era imperdoável.

– Tinha bafo! – ou – era fedida!

E assim usava as mais esfarrapadas desculpas: gorda, magra demais, peluda, burra, ruim de cama, chata, feia, teimosa, grudenta, etc.

Parecia que Everaldo tinha um dispositivo pós-coito que ficava zunindo em seu ouvido até se livrar da parceira.

Everaldo não dava nem tempo para a mulher suscitar em ficar lá em sua casa, arrumava um “prazo para entregar no trabalho” ou o “velório de um conhecido” e o cúmulo de dizer que era “soropositivo e não queria esconder isso”…um absurdo!

Não tinha jeito, sempre antes de transar se dizia apaixonado pela pequena, mas isso não durava segundos após a transa e dizia que, após gozar, sentia ojeriza e até asco da mulher que estava ao seu lado e não conseguia nem olhar pra ela.

Beijá-la ou levá-la em casa então, era um martírio!

Numa de suas noitadas, Everaldo conheceu uma morena deslumbrante, Carmen.

Já estava desacreditado e desesperançoso em encontrar alguém que amasse…trocaram umas palavras e acabou levando-a pra casa.

A morena foi logo mostrando trabalho e Everaldo não quis deixar por menos, representou a espécie masculina da melhor maneira possível, estavam lá, na cama, na sala, no banheiro, em cima da lava-roupa (?!), uma louca e longa noite de sexo.

Everaldo nunca se sentira assim, cochilou ao lado de Carmen e ao acordar a viu ao seu lado, deitada, nua…nua e espetacular…suas nádegas o fizeram lembrar que precisaria chamar um técnico para consertar a lava-roupa, mas isso era o de menos, pela primeira vez conseguira ficar ao lado de uma garota após gozar, estava apaixonado, era amor, com certeza!

Sentira algo por ela, pela primeira vez não ficou desesperado para mandar uma mulher embora, não sentiu nojo nem vontade de chutar a sua cara…aliás, queria muito passar o resto da vida olhando para os olhos caramelados dela.

Enfim, ela acordou.

Educado, Everaldo se prontificou:

– Oi, bom dia…dá um tempo aí que vou lhe preparar um café… – disse o apaixonado.

E ela respondeu:

– Ó meu, não vai dar não…adorei tudo que aconteceu entre a gente, mas eu não posso te esconder…sou soropositiva e…

Everaldo teve seu coração partido…e passou a ouvir Alexandre Pires todos os dias…

“…Fica dentro do meu peito sempre uma saudade…”

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6 respostas em “Depois do prazer

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