Uma vida simples

O homem e a montanha - vida simples que poucos procuram!

Resolvi fazer um parênteses no relato da viagem para falar sobre uma pessoa que conheci durante o trekking ao Sino, afinal, conhecer pessoas faz parte de qualquer viagem e talvez seja uma das partes mais legais de qualquer viagem.

Quando chegamos ao ABRIGO 04 lá no PARNASO, fomos recebidos por duas pessoas, o Sr. ALEXANDRE que é quem gerencia o Abrigo e BRUNO, um rapaz que o ajuda quinzenalmente.

O Sr. Alexandre tem muitas histórias para contar, é um cara super gente fina, mas quem me chamou atenção foi Bruno com seu jeito simples de levar a vida.

Bruno mora em Teresópolis, possui uns 25 anos (ao menos aparente, acabei esquecendo de perguntar), vive com a venda de seus artesanatos e é um cara tranquilo, na dele.

Passa uma semana lá embaixo na idade e outra semana lá em cima, auxiliando o Sr. Alexandre. Quando estava lá no Abrigo também oferecia seu artesanato ao pessoal que ficava lá acampado.

Aliás, o ROGER acabou comprando alguma coisa do Bruno para sua filhas, acho que duas pulseiras…

Passar a semana lá em cima, no Abrigo quando é feriado, é fácil, sempre há gente, o camping fica cheio e há rotatividade de gente…agora, durante a semana normal, quando não há quase ninguém, deve ser extremamente quieto, uma tranquilidade inquietante…mas ele não liga, gosta, fica na sua lá fazendo companhia ao Sr. Alexandre.

Enquanto muitos ficam querendo mais riqueza, mais trabalho, mais estresse, Bruno se refugia num dos lugares mais lindos do Estado, talvez do Brasil, e curte a tranquilidade da montanha.

Enquanto nós fugimos do trânsito, da violência e do cansaço, procuramos a TV, a internet e o conforto do sofá, Bruno dorme acima de 2.000m de altitude, sem TV, sem computador, sem nenhum barulho, só com o som de sua alma em harmonia com a natureza.

Por momentos, pensei – “meu, que cara louco!” -, mas depois, antes de dormir (num lugar onde tive uma das melhores noites de sono da minha vida), fiquei imaginando que o Bruno que deve pensar de todos nós – “meu, que caras loucos, vão voltar para aquele mundo doido!”

A vida que Bruno leva não tem conforto, não tem riqueza, não tem ambição, mas também, não há preocupação, não há estressse e não há angústia, ele vive como deveríamos viver, convivendo com a simplicidade da vida…e provavelmente ele ainda é mais feliz que eu e você!

Crônica extraída do meu blog de viagens: http://viajantemochileiro.blogspot.com/2010/04/teresopolis-pedra-do-sino-rio-de_11.html

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