Júnior Klimber

Já contei a triste história de azar de Júnior durante a viagem, todavia, deixei esta episódio em separado…
 
Passamos us das em Baños, uma pequena cidade localizada ainda na parte dos Andes e está a 1.800m de altitude.
 
A cidadezinha é o lugar perfeito para quem curte esportes de aventura. Há rafting, canyoning, trekking nas montanhas, tirolesas, descidas de bikes, etc.
 
No último dia em Baños, decidimos alugar uns buggys para dar um rolê…são bacaninhas e divertidos.
 
Rafa foi na frente com Sam e comprou as passagens de bus até Quito para todos nós, às 14hs30min e nos avisaram.
 
Após o rolê, encotrei Sam, Lu e Rafa na agência deixando o buggyzinho.
 
Os três foram comer algo e eu fui para o hostel porque precisava limpar o HD!
 
No caminho parei para comprar uma coisa para comer e fui caminhando tranquilamente para lá.
 
Ao chegar, a dona do hostel disse que um amigo estivera lá e perguntara da gente…só podia ser o Júnior.
 
Fui até o local onde deixamos nossas coisas e lá estavam, ou seja, tudo bem.
 
Usei o banheiro e fiquei esperando os demais chegarem…por enquanto, nada do Júnior.
 
De repente, afobado e esbaforido, nosso amigo Júnior aparece do nada lá no hostel e pergunta:
 
– Taka, qual é o horário do ônibus? A gente ´tá atrasado?
 
– Calma, cara, calma, ainda temos meia hora até o bus e a rodoviária fica a uns cinco minutos – tentei acalmá-lo – o que aconteceu? – indaguei.
 
Quando ia começar a contar, os três apareceram e Rafael já perguntou a Júnior:
 
– Meu, o que aconteceu que passou correndo com a mochila pela rua?
 
Daí, Júnior ficou meio puto:
 
– Pô, vocês me viram correndo e não me chamaram?! Pô, sacanagem. Eu me ferrando todo e nem se preocuparam em ver o que tinha acontecido!
 
– Cara, não deu tempo, você passou muito rápido e nós estávamos sentados almoçando – defendeu-se Rafael.
 
– Eu não estava lá – adiantou-se Luana.
 
– Pô, deu tudo errado, tudo errado mesmo…tô cagado de urubu, não é possível!
 
NOTA DO AUTOR: “to cagado de urubu” foi uma frase que marcou nossa viagem porque Júnior a disse algumas vezes durante os eventos catastróficos que aconteceram com ele.
 
– O que foi, Júnior? O que aconteceu? – perguntou curiosa Sam.
 
A partir de então, Júnior nos contou…e deu até dó.
 
Resumirei aqui a história para vocês:
 
Tudo ia bem e Júnior estava se divertindo com o buggyzinho, até acelerara um pouco para tornar o passeio mais emocionante.
 
Olhou o relógio e viu que estava com o horário apertado, fez meia-volta e passou a seguir para a agência.
 
Porém, como estava cagado de urubu, Júnior não ficaria incólume dos caprichos do destino, e quando voltava, seu buggy quebrou do nada.
 
Não estava tão distante assim, a uns quarenta minutos à pé, no entanto, Júnior não tinha quarenta minutos, ao menos, não na cabeça dele!
 
Qualquer um de nós ficaria chateado, abatido, mas lembrem-se que estamos falando de Júnior Klimber!!!
 
Júnior encontrou o número de telefone da agência ali no buggy mesmo e foi até um orelhão ligar.
 
O orelhão estava quebrado…nada que atrapalhasse Júnior que foi até outro um pouco mais distante.
 
Pegou o telefone, discou para agência e…e nada…ninguém atendia na agência.
 
Ele teria que se virar sozinho, sem o auxílio da agência.
 
Qualquer um de nós ficaria chateado, desmotivado, abatido, mas estamos falando de Júnior Klimber!!!
 
Este então teve a idéia de tomar um bus até o hostel.
 
Pegou um ônibus de linha, até aí, tudo bem, o problema é que o bus estava lotado de galinhas sendo levadas por um cidadão…o cheiro era insuportável e cacarejo das bichas o incomodava bastante, porém, nada o atormentava mais que a possibilidade de perder o ônibus até Quito.

Chegou ao hostel e não nos encontrou lá. Foi neste instante que perguntou à dona do hostel se havíamos passado.
 
Com isso, desesperou-se pois acreditava que o nosso ônibus para Quito sairia às 14hs e que por causa dele perderíamos o horário!

Qualquer um de nós ficaria chateado, aborrecido, desmotivado, mas por Deus, este é Júnior Klimber!!!
 
Neste momento, saiu correndo em direção à agência pois acreditou que estávamos lá. E lá se mandou, com sua inseparável mochila nas costas que continha o notebook e sua câmera, ale´m de um corta vento.
 
NOTA DO AUTOR: acredito que tenha sido neste instante que Rafael viu o louco do Junior correndo desesperado pelas ruas da cidade.
 
Chegou à agência e mais uma vez se êxito. Não nos encontrou lá e ainda teve que pagar pela locação do buggy, mesmo ele tendo quebrado.
 
Qualquer um ficaria desmotivado, chateado, desgostoso, sem vontade de cantar uma bela canção, mas não Júnior Klimber, este exemplo de perseverança!!!
 
Júnior implorou para que alguém o levasse de moto até o hostel porque senão perderia o ônibus e finalmente deu tudo certo…
 
Levaram nosso herói até lá e este me encontrou todo esbaforido e afobado, preocupado com o horário…a partir daí, vocês já conhecem a história.
 
No fim das contas, deu tudo certo e pegamos o bus para Quito, rindo o caminho todo da epopéia de Juninho!

ÚLTIMA NOTA DO AUTOR: não poderia deixar de dizer que é uma homenagem também aos MELHORES DO MUNDO e seu personagem, JOSEPH KLIMBER!

É, Juninho passou a viagem cagado de urubu!

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