MINHAS VIDAS PASSADAS 02 – memórias de uma rameira

Nesta segunda história sobre minhas vidas passadas, vou contar sobre uma antiga profissão que desempenhei.

Mantinha as pessoas deitadas e cobrava por hora…mas não, não era psicólogo…era uma prostituta mesmo!

 

Tal qual uma gueixa, também tenho memórias...

Meu nome era Michelle e vivia em Paris na época áurea do Moulin Rouge.

Apenas um comentário, depois dessa vida comecei a reparar que todo puteiro que se preze possui mulheres com o nome de Michelle e Sheilla entre suas funcionárias…

Trabalhava num lugar chamado Maison Rouge, uma clara alusão ao famoso cabaré…iniciei a labuta com dezesseis anos, ou seja, desde nova dava no duro…sim, era muito precoce!

Muitas meretrizes dizem que passaram a trabalhar num prostíbulo porque precisavam, porque não tinham dinheiro ou porque eram forçadas.

Eu não, fui trabalhar lá de safadeza mesmo!

Queria um lugar onde pudesse ter sexo com frequência…qual o melhor que numa casa de tolerância??? Na atual vida eu queria um lugar assim também, por isso sou advogado…ao menos é uma maneira de sempre estar f…..o alguém…

´Tá certo que senhores gordos e suados, cidadãos bêbados e desdentados, homúnculos tarados, criaturas detentoras de imensos pênis, trabalhadores sujos e esfarrapados e até alguns caras com animais eram constantes em meu ofício…mas assim mesmo, gostava do meu métier…e de fudier também!

Eu particularmente preferia adolescentes e idosos…

De adolescentes porque tinham uma energia contagiante e me faziam sentir muito sensual, porque viviam excitados!

Já os idosos facilitavam meu serviço…muitas vezes ganhava dinheiro apenas conversando por duas ou três horas…bons tempos sem remédios para ereção!

Sempre tentei pegar algo que valesse à pena, mas desagradavelmente, só peguei mesmo herpes, sífilis e gonorréia…mas, como diriam minhas amigas, coisas da profissão…

Era muito famosa na casa, muitos queriam ser meus clientes fixos, mas eu meio que já tinha um dono, Monsieur Trent.

Monsieur Trent gostava de mim porque eu fazia tudo, quer dizer quase tudo.

Só não permitia a relação reto-peniana porque daí já era demais…gostava de manter a dignidade e integridade de meu ânus, até porque, poderia negociá-lo num futuro próximo em caso de necessidade…

Mas o motivo de meu sustento, foi também o motivo de minha morte.

Certa feita, Trent quis fazer uma coisa diferente e levou uns amigos para se divertirem juntos…eu topei, contanto que não viessem tentar nada na região de meu esfíncter!

Pensei que traria um ou dois…mas trouxe cinco…além dele!

Hoje Bruna Surfistinha ficaria com inveja do meu desempenho…

Além do lugar natural, usei minhas mãos, boca e até um pé para agradar todos aos mesmo tempo…só que um ficou de fora…e sabe como é homem desocupado!

Pensei que o cara ia ficar lá, tocado com a situação – entendeu o trocadilho? Entendeu? Entendeu? -, mas que nada…o sujeito queria porque queria comer alguém…é, esse foi o problema, era não queria me pegar…queria o Monsieur Trent!

Enquanto este estava realizando seus desejos junto a minha boca, o distinto solitário cavalheiro veio por trás e sem avisar tentou dar uma estocada no “estofado” de Trent.

Com isso, Trent se retraiu todo e jogou seu corpo à frente, ou seja, na minha direção…e eu lá, com a boca na botija…

O movimento foi tão brusco que o falo de Monsieur Trent veio parar na minha garganta e engasguei…comecei a ficar sem ar e tentei tirar o pênis da boca.

Mas homem é foda!

Os dois não largavam minha mão, porque estavam próximos do êxtase, o do pé nem sei o que estava fazendo…e Trent não entendeu que estava sem ar…e como estava quase chegando ao ápice e com medo do cara lhe cutucando atrás, acelerou os movimentos…e sem conseguir respirar, desmaiei…

Estas são minhas últimas memórias desta prazeirosa vida de rameira…só lembro de ter ouvido alguém dizer quando minha alma deixava meu corpo e era dada como morta…

– Ela era muito gozada… – só não descobri em qual sentido diziam isso…

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