MINHAS VIDAS PASSADAS 08 – Na idade da pedra!

Apedrejamento...uma prática ainda atual...infelizmente!

Uma das minhas vidas passadas que tive alguns problemas foi a de uma iraniana no século passado.

Meu nome era Samira, uma pobre esposa prometida desde o nascimento a Mohamed.

Para quem não conhece um pouco sobre o Irã, há duas coisas importantes a saber; anda é normal casamento arranjado e um terço dos homens se chamam Mohamed!

Por acaso da vida, apaixonei-me pelo irmão de seu marido, Mohamed Abu, e o pior, este era danadinho e correspondeu a meus olhares.

No Irã aprendi o sentido da palavra injustiça pois apesar de não ter traído meu marido, o simples fato do irmão dele ter me denunciado, colocou-me perante um tribunal!

E o pior, o tribunal mais parcial que já vi…todos homens que me chamavam de prostitua apenas com o olhar!

Eu não entendia duas coisas naquele tribunal: por que Mohamed Abu não era co-réu se flertara comigo e como é que aqueles caras conseguiam andar para lá e para cá com a barba fétida daquele jeito!

Lá estava eu, sentada, entre um bando de Mohamed, barbudos e radicias, querendo brincar de alvo…literalmente!

Pronto, apenas por trocar olhares com um mané, fui condenada à pena de morte por apedrejamento, mesmo estando grávida de meu marido, Mohamed Karimi Houssef, aquele corno!

Aliás, apenas um parênteses, a morte por apedrejamento era engraçada…quer dizer, engraçada para quem apedrejava…pois as pedras não podia ser nem muito grandes que matam logo de uma vez (acabando de vez com o sofrimento), nem muito pequenas que causem apenas concussões.

Ou seja, os caras eram malvados mesmo!

Lá fui eu para minha pena…toda de preto, de burca, parecendo que tinha que estar vestida de Morte para encontrá-la, só faltou-me a foice!

Enterraram-me até a cintura, tiraram minha burca para me olharem bem nos olhos e passaram a me lançar as pedras…de tamanho médio.

A primeira acertou minha boca e lá se foi um dente…a segunda pegou em meu supercílio…abriu, começou a sangrar…a terceira nem sei direito onde acertou porque fiquei desacordada…

A partir daí, foi um festival de pedradas que até Fred Flintstone ficaria constrangido!

A última coisa que ouvi quando minha alma saía do meu corpo foi:

–  “Pegue mais pedras aí, Mohamed!”

– “Não dá, Mohamed! O Mohamed e seu primo Mohamed acabaram com todas!”

E pensar que o apedrejamento ainda existe…e não só no Irã!!!

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