AMORES POR AÍ – 02

Eram amantes, ela soteropolitana, ele paulistano.

Sempre que o marido viajava a trabalho pra São Paulo, ela ia junto para ver o amante.

Desciam em Congonhas e enquanto ele ia pra Berrini, ela ia até os moteizinhos chinfrins do Tietê.

Tinham apenas seis horas para ficarem juntos, mas eram as melhores horas da semana, até o dia que ele quem foi para Salvador encontrá-la.

Sonhava com este dia, durante o vôo, ficou imaginando ela toda besuntada com azeite de dendê, a fricção entre os corpos, o cabelo ruim dela todo desgrenhado encobrindo suas pernas quando estivesse com a boca ocupada em seu corpo, o suor da baiana com odor forte de sexo pairando no ar. Tudo era um sonho só, não parava de imaginar.

Mas ele também queria conhecer a cidade em si, ela só queria saber das horas de amor com ele, combinaram então que ficariam um pouco no Pelourinho e depois iriam para o quarto.

Um camarão ao molho quatro queijos seguido de um acarajé e algumas cervejas deixaram-no derrubado.

Voltou pra São Paulo sem sexo, sem paixão, sem tê-la possuído, mas conhecera algumas delícias da cidade de Jorge Amado.

Ficara sem a amante, mas satisfeito.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s