ROMANCEANDO

Imagem fonte: whatsapp.com

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Aconteceu mais ou menos assim:

– Lucimara?

– Oi, sim? Você é…?

– Nilson, Nilson amigo do Adelson, o Portuga.

– Oiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii, Nilson. Finalmente, hein? Que coisa, logo aqui.

Era uma festa de casamento. De uma amiga em comum, mas eles não sabiam que iam se encontrar.

– Não sabia que você conhecia a Andressa…

– Na verdade até mandei no grupo.

– Ah, estou há três dias sem celular, me roubaram, fui até o Méier na casa de uma amiga e me levaram do Iphone.

– Chato, hein…?

– Pois é, estou sem notícias do pessoal desde então, pior que estou sentindo tanta falta, sabe? É tão legal nossas mensagens lá…

– É, senti sua falta também. Quer dizer, de suas mensagens – disse Nilson.

– Ah, eu também sentia falta das suas dizendo que eu não existia…está vendo, existo.

Risos de ambos.

Eles não se conheciam, mas selaram uma boa amizade por whats app. Se linkaram pelo facebook e viviam trocando mensagens, algumas até provocativas no grupo, mas era no grupo, né? Brincadeiras e sem nada sério.

Ele vivia dizendo que ela não existia porque sempre que Adelson, o Portuga, marcava algo ela não aparecia. E Adelson, o Portuga, dizia a Nilson:

– Ela é uma mina divertidíssima, você pelas mensagens, gente fina, bacana e não é daquelas galinhas, sabe?

Sem nem mesmo Nilson desconfiar isso mexia com seu inconsciente porque ele queria alguém pra amar.

– E aí, cada seu peguete? – Lançou Nilson.

– Ah, não te contei? Fui justamente no Méier para desmanchar com Luan. Não dava mais.

– Xi, ficou na fossa?

– Nada. Comemorei.

– Chandon! – falaram ao mesmo tempo. Lucimara sempre fazia alusão à bebida porque era sua preferida…sempre comemorava algo postando fotos com uma garrafa de Chandon no grupo.

Riram mais uma vez. Dessa vez ela colocou a mão em seu braço

– Como é sua frase mesmo? “Todo grande amor começa com um Chandon!”

– Pois é, no meu caso com Luan acho que começamos com Caracu…entrei com a cara…

Riram novamente. Ela colocou a mão em seu ombro.

Ele pensou – “sinais”.

– Está vendo que romântico, ter certeza que você existe justo num casamento? – Disse ele tentando algo.

– Ah, Nilson, romântico ou você quer me levar pra cama?

Riram outra vez, de gargalhar. Ela era assim, desbocada.

– Na verdade depois de hoje acho que vou até sair do grupo – mencionou.

– Por que? ´Tá doido?

– Porque não conseguirei falar com você só por whats app, tem que ser pessoalmente…

Dessa vez não riram, apenas sorriram um para o outro. Ela ficou desconcertada. Não sabia se era verdadeiramente verdadeiro. Afinal, ele era um brincalhão. E ele ficou todo ansioso, achou ela uma graça e seu inconsciente começou a trabalhar tão intensamente que seu coração passou a ficar acelerado.

Ela não sabia o que falar e, claro, falou algo nada a ver como fazemos nesses momentos:

– Você tem visto How I Met Your Mother? – ambos adoravam a série, mas a pergunta era totalmente impertinente para o momento.

– Não, não…estou trabalhando demais…

Rolou aquele silêncio.

E ela pensava – “quebrei o clima, o cara vai pensar que sou uma retardada. Até que ele é legal mesmo…até que ele nem parece tanto um ETzinho como eu dizia, e até que seu nariz nem é tão grande…”

E ele:

–  Lucimara, vou ao banheiro, depois nos falamos.

E sumiu.

Lucimara ficou indignada. Ela não sabia que queria beijá-lo, mas não precisava espantar o cara. Se chamou de burra, de idiotar, de besta e de burra de novo.

Virou-se de costas e foi atrás de Nilson.

Ficou brava porque o viu na mesa de bebidas ao invés de ter ido ao banheiro…não precisava mentir pra fugir dela…´tá certo que ela mandara mal, mas não enganá-la…ahhhhhh não…não era assim que começava uma amizade…

Chegou perto com a cara fechada, parou atrás dele, cutucou seu ombro e sem que esperasse ele virar lhe disse:

– Aqui é o banheiro? Por que não me disse que não queria mais papo comigo?

De repente ele vira e em sua mão direita estavam duas taças de champagne e na outra uma garrafa de Chandon…e lhe diz:

– Porque estávamos bebendo cerveja…e todo grande amor começa com um Chandon… – respondeu sorridente pra Lucimara…

E o amor deve ter sido grande porque tomaram umas três garrafas naquela noite e foram felizes para sempre…

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