ELA ME FAZ TÃO BEM

 

"Todo grande amor começa com um Chandon!"

“Todo grande amor começa com um Chandon!”

– Amor, estou com leucemia.

– Lucimara, eu te amo. Estou com leucemia.

– Leucemia, desculpe.

Nilson ficava treinando frente ao espelho como poderia contar a seu amor que estava doente. Sentia-se frustrada, culpado por ser responsável de possivelmente acabar com esse amor tão forte, triste por ter que causar isso na vida de Lucimara.

Até que um dia teve coragem:

– Amor, vou entender se preferir não ficar do meu lado, vou entender se não conseguir segurar essa barra comigo…

– O que foi, Criatura, pare com isso, o que está acontecendo? – Ficou desesperada.

– Desculpe, serei direto então…estou com leucemia.

Um choque. Ela não falava nada, seus olhos grandes ficaram esbugalhados, não se permitiu desmaiar, ficou lá, forte, mas chorosa. Se estivessem no Atacama, não poderiam mais chamar de deserto de tantas lágrimas derramadas, pelos dois.

Abraçaram-se forte. Sem dizer uma palavra por uns dois minutos, até que Lucimara pegou com suas duas mãos no rosto de Nilson, olhou para seu torto nariz e olhos e bocas pequenos, cabelo ralo, mas que mesmo assim ela achava lindo, e disse em tom suave e lento, quase romântico:

– Te largar é o caralho. Vou com você até o fim nessa porque vou te amar até o fim da MINHA vida, não importa o que aconteça. – frisando o “minha”.

Nilson não conseguia olhar nos olhos de Lucimara, só pensava na ironia da vida, Deus lhe dera um grande amor para ajudá-lo a superar uma grande dor, é, realmente ele já tinha tudo arquitetado.

Foi então que ela teve uma ideia, foi até a dispensa e buscou uma garrafa de Chandon.

– Você se lembra? – questionou.

– Todo grande amor começa com um Chandon. Claro, nunca me esquecerei.

– Então – ela parou de falar, ligou o IPod, colocou Lulu Santos e se aproximou dele com a garrafa – essa aqui nós vamos beber quando você estiver curado.

Nilson pegou a garrafa das mãos de Lucimara, pousou-a sobre a mesa de centro da sala, beijou carinhosamente na boca e depois as cenas são de narrativa proibida.

Enquanto Lulu cantava: “…ela me faz tão bem, me faz tão bem, que eu também quero fazer isso por ela…”

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