REJEIÇÃO

Temos uma mania ou uma forma de pensar errada sobre o que é o amor, muitas pessoas acham que porque sofreram demais por uma pessoa essa foi o “amor da sua vida”.

A pessoa por quem mais sofri não passa nem perto das que mais amei – que foram meus relacionamento seguintes -, mas nem perto mesmo, mas temos este hábito de pensar que o sofrimento é inversamente proporcional ao amor que sentíamos, mas não é.

O amor não se mede pela quantidade de lágrimas que alguém nos faz derramar, mas sim pelos inúmeros sorrisos que alguém nos proporciona; pode até ser a mesma pessoa, mas não é uma verdade absoluta.

Aliás, um amigo meu só me faz ter certeza disso com sua linda história de amor:

Ele conheceu uma garota quando adolescente, ambos tinham 16 anos, se beijaram, namoraram e depois de uns anos casaram. Ficaram cerca de 10 anos juntos entre namoro, noivado e casamento até que ela desmanchou.

Muitos amigos insinuavam que ela o deixara por outro e ele assentia – “duvido que ela tenha me traído, mas não acredito que ela me deixaria se não quisesse outra pessoa porque a pessoa pode até suportar estar infeliz com alguém, mas ninguém consegue ser infeliz sozinho” -, esclarecendo que mesmo quando algo não está bem num relacionamento os casais tentam se dar bem e quando o primeiro rompe é porque já está envolvido sentimentalmente por alguém.

Não pude deixar de dar razão pra ele.

Ele passou quase dois anos triste, sorumbático e sem conseguir esquecê-la e sempre a considerou o “amor da vida” dele, quando soube que ela passou a namorar o cara de quem todos falavam, desmoronou.

Mas sabemos que o destino é irmão da felicidade, num dia desses, bebendo com os amigos ele foi apresentado a Sofia.

Sofia era linda, era inteligente, era descolada, bem humorada e independente, mas não foi isso que mexeu com ele, não foi nada disso que fez com que ele voltasse a sorrir.

Foi o jeito doce que ela ergueu a mão esquerda, repousou sobre a face direita de seu rosto e disse: – “mas que fofo!” -, quando ele contara a todos que tinha vindo ao bar com aquela camiseta amassada porque não sabia passar roupa e não tivera tempo de mandar pra lavanderia.

Enquanto todos riram, ela fizera este gesto que sua ex nunca dera, de que ele podia ser ele mesmo que ela o achara um fofo!

A partir daquela noite iniciaram um romance, depois um namoro e chegaram até a morar juntos, mas depois de cinco anos, ela o deixou.

Ele ficou novamente triste, mas nem tanto; ele chorou muito, mas não se desesperou, ele ficou magoado, mas não amargurado e pouco tempo depois da separação ele superou e ficou bem de novo e já está em busca de um novo amor.

E quando alguém lhe pergunta como ele se recuperou tão rápido, ele responde:

– Se eu pudesse eu agradeceria muito minha primeira esposa por ela ter me deixado porque só assim encontrei um outro amor ainda maior e percebi que o problema não é viver sem esse amor, mas sim aceitar a dor da rejeição e quando percebemos que isso é apenas vaidade, esse sofrimento fica muito pequeno!

Ninguém gosta de se sentir desprezado por menor que seja o amor que sintamos, nem sempre é fácil amar alguém e consideramos um abuso desperdiçar qualquer amor e isso às vezes dói e muito, depois de nos acostumarmos com a rejeição fica mais fácil compreender o que era amor e o que era apenas vaidade.

Eu tenho plena certeza de que ele está certo, até mesmo por experiência própria.

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