UMA LIÇÃO DE VIDA

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Quando você viaja acaba em contato com certas situações, sensações ou momentos que proporcionam novas experiências a aprendizados.

Talvez ao viajar nos permitimos maior sensibilidade e percepção ou talvez o fato de viajar é que realmente nos transforma, sei lá.

E no Sudeste Asiático é exatamente assim, a todo momento você se depara com verdadeiras lições de vida, como nessa história em Luang Prabang, no Laos:

Quem me conhece sabe que tenho certas manias e uma delas é café expresso, então, toda manhã eu ficava dando um rolê pela cidade e parava para um renovador café.

Luang Prabang é pequena e concentra suas melhores lojas, restaurantes e cafeterias no centro, portanto, sempre passava pelo mesmo caminho até chegar ao destino.

E nesse caminho havia um rústico e simples templo budista que desde a primeira vez que passei vi uma cena que furtou minha atenção: uma criança pretendente a monge lendo umas plaquinhas com frases de conscientização búdica pregadas nas árvores que compõem a área do templo.

No primeiro dia achei bonitinho, no segundo achei que era uma coincidência, no terceiro que o menino era esquisito e, quando a cena se repetiu pelo quarto dia seguido, não me segurei e, movido pela curiosidade e impertinência, fui falar com o guri.

Sério, o inglês deles é bem recheado de sotaque, muitas vezes de difícil compreensão, então, um diálogo de dois minutos pode acabar virando uma mini-série ou um filme de cinema mudo.

Mas em apertada síntese, perguntei o porquê dele todo dia ler aquelas plaquinhas, pois já havia decorado cada uma delas, questionei se era uma ordem dos monges mais velhos ou um castigo, sei lá, quando a gente é ignorante no assunto a gente pergunta cada idiotice.

Ele disse que não era nenhuma metodologia de ensino, muito menos castigo, mas que, por livre escolha, ele ia todas as manhãs para reler as frases búdicas e assim reforçar sua mente de que aqueles ensinamentos devem ser seguidos e que não podia desviar sua atenção para pensamentos ruins, negativos ou que escravizam a alma.

Minha reação foi contida, um “ah, great” e um balançar de cabeça como cumprimento, mas eu queria mesmo era dar um abraço apertado naquela mente tão já iluminada, mas daí o esquisito ia ser eu.

Fui embora. Mas a cena não. Ficou eternizado na minha mente o fato de que até para um monge a vida é um constante exercício de disciplina e força de vontade em busca do melhor caminho!

Isso é Luang Prabang, assim é o Laos!

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