MULHERES – PARTE 2

balada

Flavinha arregalou os olhos e puxou Iara:

– Caralho, a Thaís tá pegando um carinha!

Iara voltou seus olhos para a direção que Flavinha indicara e sorriu, virou-se para a amiga e fizeram um high five, só que ambas mãos.

Thaís não era muito de ficar, aliás, era na dela demais, via defeito em tudo que era carinha, nenhum servia para ela e não que ela se achasse gata ou muito top, é que no caminho dela só aparecia “tranqueira”, como ela gostava de frisar.

Ela dizia que ficava bem sozinha, se acostumara, tanto que era difícil tirá-la de casa para sair, preferia ficar sozinha com seu gato, o animal mesmo, tanto que era normal ficar quase um ano sem transar e dizia que não ligava.

– Não é possível, você trepa com o gato? – zoou Flavia numa das conversas delas – quase um ano sem trepar não dá, não consigo, já teria matado um.

Por tudo isso as meninas estavam felizes que Thaís estava lá, na baladinha curtindo um gatinho, o ser humano dessa vez.

Depois de uns amassos mais íntimos, Thaís voltou para junto das amigas que comentaram:

– Aeeeee, Thaís, dando uns beijões lá no garoto! – parabenizou Iara.

– Mandou bem!!! – comemorou Flavinha.

Nisso Clara se aproximou, estava dando um rolê pela balada buscando o rosto desconhecido para apagar o de Márcio, mas nada, não se interessou por ninguém, sua paixão era ele, sabia que não deixaria a namorada, mas no fundo nutria esperanças.

– E aí, meninas, tudo bem? – perguntou – e que euforia é essa?

– Ah, Thaís estava dando uns amassos com um gatinho – devolveu Flavia.

– Huuuummm, que legal, quem é o gato?

– Aquele ali – apontou Iara.

– Aquele baixo, de azul? – indagou Clara.

– Não, o mais alto, de branco – respondeu Thaís ainda sorridente.

– Aquele? Ai, é feio! – exclamou Clara.

Aquele momento de constrangimento. Flavinha e Iara não sabiam para onde olhar, Clara ficara olhando com a cara de “não falei nada mais que a verdade” e Thaís, bom, a ira tomou conta de Thaís que não se segurou:

– É feio mas é meu, já o tal de Márcio…

E saiu num rompante para o banheiro para lavar o rosto.

– Vocês viram que mal-educada a Thaís, meninas? Que vaca, né?

– Clara! – Admoestou Flávia – você que é sem noção!!!

– Sem noção? Só falei o que achava – rebateu.

– Ah, Clara, desculpe, mas desnecessário, vai.

E simultaneamente as três deram um gole nas respectivas bebidas.

Entre amigas, quando uma verdade vai parecer uma ofensa, é melhor preservar a amizade do  que expor sua opinião.

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