UM CHÁ EM CHIANG MAI

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Chiang Mai foi um dos destinos mais incríveis que já conheci, para muitas pessoas não deve ter nada de mais, porém, senti uma energia muito grande, uma vibe budista muito bacana, fora os atrativos naturais que envolvem a região.

É um destino certo para voltar quando eu pisar por terras tailandesas novamente.

E quando estamos com esse encantamento sobre um lugar, tudo parece ficar mais mágico, mais poético ou cheio de significados, e não foi diferente comigo.

Num dos lugares mais bacanas da cidade, o Fahtara Cooffe, que também possui um spa colado, sentei para meu café da manhã. Decidi pedir um dos famosos chás tailandeses e depois de um certo tempo – você verá que o conceito de tempo pode ser diferente no sudeste asiático -, veio o tal chá.

Uma xícara grande e vazia, um recipiente com água quente, um cilindro com o chá propriamente dito e uma ampulheta.

Eu olhei, olhei, olhei…pensei e perguntei para a atendente do porquê da ampulheta, que me explicou que o chá deveria ficar três minutos mergulhado na água quente, nem mais, nem menos, e esse era o tempo daquela ampulheta. Se eu quisesse mais amargo, poderia deixar mais, se preferisse mais sem tanto gosto, era só tirar antes do fim da ampulheta, mas a indicação deles era de que deveria ficar os três minutos.

Achei o máximo, me diverti…coloquei o cilindro pequeno na água e via escorrer a areia da ampulheta, ansioso para beber o tal chá cheio de mistério em sua preparação.

Ampulheta já no fim, me servi, bebi com verdadeiro gosto, como se desfrutasse de uma sabedoria milenar ao provar daquele chá, eu juro que já me sentia mais sereno, mais sábio.

Quando terminei, pedi a conta e tão logo a garçonete ficou ao meu lado eu não resisti e acabei perguntando se essa preparação com o chá e a ampulheta era uma figura de linguagem sobre a influência do tempo em nossas vidas? De que tudo tem o tempo certo para acontecer, mas podemos correr o risco de provar uma vida mais amarga ou insossa? Era isso que a ampulheta significava?

Como quem acha que está falando com um doido, primeiro fez uma cara de interrogação, depois prosseguiu já rindo da minha cara: “não, é só para saber o tempo do chá mesmo!”

Fiquei com cara de tonto ou pelo menos deveria ter mantido aquela ilusão pra mim mesmo, seria mais poética ainda minha estada em Chiang Mai.

Porém, não deixou de ser pedagógico pra mim, pois muitas vezes queremos encontrar significados por trás do que ocorre em nossas vidas, filosofamos, nos inquietamos, interpretamos, quando na verdade, muitas vezes a vida é só uma vida, e um chá é só um chá e nada mais!

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