PRECISAMOS FALAR SOBRE TRUMP!

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Antes de iniciar a leitura, saiba que não se trata de um texto de posicionamento político ou econômico, mas sim sobre a perplexidade de se eleger uma pessoa que, em seus discursos, semeou o ódio entre os povos e a discórdia quanto às minorias.

Precisamos falar sobre Trump, o novo Presidente dos Estados Unidos da América que, se não chega a ser uma surpresa, causa arrepio pelo grande número de eleitores em que nele votaram, se considerarmos o teor de suas declarações contra latinos, asiáticos, muçulmanos, homossexuais e mulheres.

Seria Donald Trump a nova “encarnação do mundo cão”? – como diria Fausto Fawcett, em Kátia Flávia – Não acredito, mas sua postura é preocupante.

Admito que é difícil compreender aqueles que acreditam que o sexo feminino, ou raça diferente da sua, ou alguma opção sexual sejam inferiores, quanto mais  descobrir que agora eles têm um representante no cargo mais alto do país mais poderoso mundo!

Em razão de seus posicionamentos e declarações, a eleição de Trump  é, sem dúvida nenhuma, um retrocesso nos direitos da dignidade da pessoa humana.

E se Trump representa um retrocesso nos direitos das minorias, é prudente observar que essa mudança é mundial, pois há movimentos agressivos contra opções sexuais, religiosas e até contra os refugiados na Europa.

Dá a impressão que à medida que as minorias alcançam seus direitos uma considerável parcela da sociedade se incomoda sobremaneira e isso foi reproduzido na forma de votos em favor de Donald Trump.

Ao que parece, o mundo está mudando e para pior.

Enquanto isso, nós – que fazemos parte dessas minorias ou que as defendemos – estamos perdendo a voz pois temos a sensação de que fomos amordaçados pelo sufrágio americano, sufocando e calando reivindicações e direitos.

As inúmeras manifestações em vários países, línguas e raças contra a vitória de Trump só refletem a insatisfação daqueles – mulheres, homossexuais, muçulmanos, imigrantes latinos, asiáticos, africanos, árabes – que querem somente ter a garantia de reivindicar seus direitos sem ser vítima do ódio e intolerância tão propagados pelo futuro Presidente americano.

Talvez  seja um momento de reflexão, talvez o mundo não queira direitos iguais, talvez maciça maioria queira trilhar por este caminho de desigualdade sociais, preconceitos e discórdia.

Pode ser que as recentes dificuldades, e alguns fracassos, enfrentadas por Governos que buscaram minimizar desigualdades motivaram essa tsunami de repressão e sectarismo mundial, iniciado por Trump nos Estados Unidos, mas que já encontra eco na Alemanha (com a baixa popularidade de Merkel na questão dos refugiados), na França (com o crescimento do nome de Le Pen), em vários países da Europa e resvalando inclusive no Brasil (com apoio a candidatos que incitam o ódio a minorias).

Torçamos que as posições pessoais de Trump tenham sido apenas uma estratégia populista e oportuna para vencer as eleições e que tenha consciência de que naquele cargo as deliberações de Donald Trump, o magnata americano, não repercutem tão somente em sua vida pessoal, mas principalmente no destino de milhões de pessoas em nosso Planeta.

Pois, na verdade, se Donald Trump é misógino, homofóbico, racista ou xenófobo, não importa, mas sim que suas decisões não sejam e que não influenciem de forma negativa na dignidade daqueles que só buscam isonomia e o direito a ser feliz; é o que desejam aqueles que ainda acreditam na humanidade!

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