ESTÓRIAS DE AMOR – PARTE 2

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Imagem: wiki danças

Muitas vezes Deus só dá uma chance pra você na vida, quando a perde, bye-bye.

Mas quando é um afortunado, pode receber uma segunda chance:

– Não acredito! É muita coincidência! – Dessa vez ela vestia um vestidinho florido, abaixo do joelho, cabelos presos e uma sapatilha marrom com detalhes coloridos em vermelho, amarelo e verde.
– Oi?
– Não lembra de mim?
– Não, não lembro mesmo.
– Elizabeth, não é?
– Isso, como sabe meu nome?
– Do ponto de ônibus da semana passada, não se recorda?
– Ah! Sim, sim. Verdade.
Uma voz em alto tom:
– Gente, vamos começar a aula. Cada um com uma dama.
Inesperadamente eu a encontrei numa aula experimental de forró!
– Tá vendo? É o destino nos encontrarmos.
– Bom, para uns pode ser destino, para outros pode ser azar.
– Você é brava, hein?
Começaram os passos.
– Podemos nos concentrar nos passos? – ela falou com veemência.
Calei-me.
– Trocou – a voz falou para que os pares trocassem.
Dançamos com outros e ela voltou para meus braços. Aproveitei que ela estava com uma baby look de Bonito, perguntei:
– E então, gosta de viajar?
– Não adianta que não vou te levar numa viagem, já tenho malas demais na minha vida.
– Você gosta de sarcasmo, né?
– Não, não gosto de chato mesmo. Presta atenção nos passos.
– Trocou!
Mais uns minutos longe. E então:
– Você é daquelas que gosta de ser ignorada é? Daí se apaixona…
– Não, eu gosto de cara que me respeite.
Só tomando paulada, tá foda.
– Só te peço pra não confundir o forró com o muay thai, pelo menos enquanto estiver comigo.
Ela riu.
– Você é tão babaca que às vezes é engraçado.
– Ah que bom então, a gente podia…
– Mas não tô te dando mole, fica na sua e acerta esse passo.
– Trocou, gente!
Após mais umas danças com pessoas que eu nem reparava no rosto ela voltou.
– Sem mais graças, ok?
– Ah, tudo bem. É que você é irresistível!
– Hei!
– Beleza!
Dançamos a última do dia. Quando a acabou ela disse:
– Viu, em silêncio você é mais simpático!
Ri. Estendi a mão e me apresentei:
– André.
Ela deu a mão, balançou e sem beijo no rosto disse:
– Prazer, André. Vou nessa.
E foi embora.

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